quarta-feira, 14 de abril de 2010

Palavra de Sofrimento

5. A PALAVRA DE SOFRIMENTO

“Sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede”
João 19.28
1. Temos aqui uma prova da humanidade de Cristo.
O Verbo se fez carne duas personalidades separadas, mas uma pessoa possuindo as duas naturezas — a divina e a humana.
. Ele adentrou a esse mundo como bebê e estava envolto em panos (Lc 2.7).
Quando criança, é-nos dito, ele “crescia... em sabedoria, e em estatura” (Lc 2.52).
Quando homem, seu corpo esteve “cansado” (Jo 4.6).
Ele “teve fome” (Mt 4.2). Ele dormiu (Mc 4.38). Ele ficou “admirado” (Mc 6.6).
Ele “chorou” (Jo 11.35). Ele “orava” (Mc 1.35). Ele “se alegrou” (Lc 10.21).

2. Vemos aqui a intensidade dos sofrimentos de Cristo.
3 - . Vemos aqui a submissão do Salvador à vontade do Pai.
4 - Vemos aqui como Cristo pode se solidarizar com seu povo sofredor.
A cruz nos mostra que Deus não está desatento às nossa tristeza e angústia, pois, ao se encarnar, ele próprio sofreu! A cruz diz-nos que Deus não é indiferente à dor, pois no Salvador ele a experimentou!
5. Vemos aqui a expressão de uma necessidade universal.
Quer o homem natural, o mundano, articule-o ou não, seu clamor é, “Tenho sede
Qualquer que beber desta água tornará a ter sede” (Jo 4.13).
Deus nos fez, e só ele pode nos satisfazer. Disse o Senhor Jesus: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede” (Jo 4.14).
6 - Aqui vemos a declaração de um princípio permanente.
Há um sentido, um sentido real, em que Cristo ainda tem sede.
Ele está sedento pelo amor e pela devoção dos seus.
Ele anseia pela companhia do povo que comprou com seu sangue
Eis aqui uma das grandes maravilhas da graça — um pecador redimido pode oferecer aquilo que satisfaz o coração de Cristo
Apocalipse 3.20: “Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.
Isso é amiúde aplicado ao não salvo, mas sua referência principal é à Igreja.. E observe nessa passagem que Cristo fala de uma dupla ceia — “entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. Não somente é nosso inefável privilégio cear e comungar com ele, deleitarmo-nos nele, mas ele “ceia” conosco. Ele encontra em nossa comunhão algo com que alimentar seu coração, algo que o alivia, e esse algo é a nossa devoção e o nosso amor. Sim, o Cristo de Deus ainda “tem sede”, sede pela afeição dos seus. Ó, não oferecerá você algo que a ele satisfaça? Responda então ao apelo dele: “Põe-me como selo sobre o teu coração” (Ct 8.6

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